SHARING // POESIA VETORIZADA

Quantos de vocês passam os seus dias à procura de novas inspirações, novas páginas para seguir, material fresco e original? Sou capaz de passar horas pelo pinterest a deixar-me inspirar por tudo o que de bom lá se encontra e portanto, quando encontro algo que valha realmente a pena, procuro saber mais sobre de onde surgiu essa inspiração e quem são os seus autores. Recentemente cruzei-me, então, com uma imagem que não me deixou indiferente; dizia que o amor da sua vida seja o amor próprio com um pequeno desenho muito amoroso e eu senti-me tão feliz que tive que procurar mais desenhos semelhantes. Foi aí que descobri a Poesia Vetorizada, a página de que vos falo hoje.

Cheia de frases inspiradoras ilustrados com desenhos simples mas cativantes, a Poesia Vetorizada é uma página de reflexão e inspiração, onde podemos encontrar de tudo um pouco: coisas que nos fazem sorrir, sentirmo-nos nostálgicos ou até tristes. O melhor de tudo: é super original! Os bonecos são adoráveis, sempre com lágrimas - de tristeza ou de felicidade - a sair dos seus olhos fechados e o coração é o principal elemento na maior parte dos rabiscos. As frases? Curtas mas cheias de significado. Pequenas mensagens de alerta ou de algumas experiências pelas quais todos poderemos passar. 


Podem encontrar mais dos seus desenhos nas suas redes sociais, no Tumblr, no Instagram e no Facebook.

O autor do Poesia Vetorizada, Lucas Misonaga, faz também alguns trabalhos para venda como artprints para embelezarmos as nossas paredes com os seus bonitos desenhos e nos inspirarmos fora da internet. Caso estejam interessados em ver alguns dos preços e que tipo de desenhos ele tem, podem consultar a loja que vende os seus artigos aqui.



Já conheciam esta página? Que páginas vos inspiram?

SÉRIES // 13 REASONS WHY

Depois de acabar todos os episódios disponíveis de Girls, da qual fiz review aqui, precisava de encontrar algo mais sério e dramático - como eu - e aí começou a procura por uma série nova para ver. 13 Reasons Why apareceu-me, por acaso, no site que utilizo para ver séries e chamou a minha atenção tanto pelo nome como pela fotografia. E assim foi: sem ler nada sobre a série, sem sequer saber aquilo que tratava ou que género de série seria, comecei a ver o primeiro episódio.

Esta série, baseada num livro de Jay Asher com o mesmo título, conta a história de Hannah Baker, uma rapariga de 17 anos que comete suicídio e deixa um conjunto de 13 cassetes com as 13 razões pelas quais se suicidou; todo o enredo gira em redor de Clay Jensen, a 11ª pessoa a receber as cassetes e que nos acompanha nesta jornada pela vida da Hannah.


Não vou ser hipócrita e dizer que esta série se aguenta bem, porque não é verdade. Saber que cada episódio estamos mais perto de chegar ao fim da linha, ao fim da vida da Hannah mexe muito connosco. Aliás, toda a série mexeu muito comigo - cheguei ao fim da 1ª temporada e chorei durante horas até adormecer. O conceito da série é muito forte e trata temas que não são usualmente tratados neste tipo de série: o suicídio, o machismo e o bullying são fortemente mencionados ao longo dos episódios e a facilidade com que um pequeno comentário afetam a vida de uma pessoa é demonstrada.

Esta série deixou-me com mixed feelings: se por um lado adorei a série, achei a maior parte das personagens excelentes e achei o conceito muito bom, por outro não acho que seja realista. Uma pessoa que se queira suicidar porque os outros lhe fizeram mal não iria, a meu ver, deixar pequenas cassetes a todas as pessoas que lhe poderiam ter provocado algum sofrimento porque isso é pagar na mesma moeda aquilo que lhe fizeram. Ainda assim, compreendo que tenha sido a melhor forma que o autor encontrou de expor o assunto de uma forma cativante e que nos deixe a refletir sobre o assunto. 

Porque, oh man, esta série deixou-me em stand by durante algum tempo. Só agora, quase uma semana depois de ter acabado, é que consigo estar a escrever sobre a mesma. E aquilo que concluo com todos os episódios é que temos que aprender a pensar mais no outro, a preocuparmo-nos mais com aquilo que dizemos ao próximo e não desprezar algo que para nós pode não ser importante mas para os outros pode ser muito importante. A violência psicológica infelizmente ainda é uma constante no nosso dia-a-dia, seja em jeito de brincadeira ou realmente sentida. Não se calem se assistirem a algo semelhante e, por favor, se alguma vez se sentirem sozinhos, procurem alguém - um parente, um amigo ou um professor: há sempre uma solução.

“You don’t know what goes on in anyone’s life but your own. And when you mess with one part of a person’s life, you’re not messing with just that part. Unfortunately, you can’t be that precise and selective. When you mess with one part of a person’s life, you’re messing with their entire life. Everything. . . affects everything.” 


Já viram esta série? O que acharam?

MUSIC // RPÊ

Como vocês já sabem, eu gosto muito de partilhar música convosco. Todo o tipo de música, independentemente do estilo ou da popularidade, desde que seja do meu agrado. Apesar de todas as partilhas serem especiais, a partilha de hoje é mais especial do que o normal: é poder falar da realização de um  sonho de um grande amigo de longa data e do orgulho que sinto por isso.


O Rui Pedro, conhecido no mundo da música como RPê, é um rapaz de 19 anos que escreve sobre a sua vida e que utiliza a rima como forma de expressão. Ele musica tudo aquilo que sente e torna os seus sentimentos num rap cativante, com uma batida característica que nos deixa a abanar a cabeça com o ritmo enquanto, inevitavelmente, nos deixamos envolver com aquilo que ele nos conta e nos apercebemos que, ao contrário do que muitas vezes nos custa compreender, todos temos problemas e não estamos sozinhos neste mundo.

Deixo-vos com os seus dois singles de estreia, bastante diferentes um do outro: O Tempo traz-nos um estilo mais comercial, uma espécie de balada sobre o que é perder alguém que nos significa muito enquanto que A Vida, com um ritmo muito mais alternativo do que a anterior, nos incentiva a sermos nós próprios e a seguirmos os nossos sonhos, sem nos deixarmos influenciar por aquilo que nos acontece ou que nos dizem.


Podem encontrar todo o seu trabalho nas suas redes sociais: instagram, facebook e youtube.

Apoiem a música portuguesa e aquilo que é nosso. O rap português está cada vez mais em ascensão no público portuguesa e devemos dar valor aos artistas que representam um lado diferente da cultura portuguesa, que cantam a nossa língua e colocam o nosso pequeno grande Portugal no mapa.

O que acharam das músicas do RPê? Gostam de rap ou nem por isso?