ESSENCIAIS PARA UM BOM FLATLAY

Iniciei-me recentemente no mundo do Instagram - para quem não me segue e gostaria de espreitar a minha conta, podem fazê-lo aqui - e com ele vem a constante procura pela fotografia perfeita para partilhar. Apesar de não me preocupar imenso com aquilo que partilho nem com o esquema de cores do meu feed, há uma arte que eu gostaria de dominar tanto para utilizar nas minhas publicações - a arte do flatlay.

Os flatlays são fotografias tiradas de cima a algo da vossa preferência, seja roupa, comida ou acessórios aleatórios. A magia destas fotografias passa pela sensação de ordem que estas conferem ao nosso cérebro, transmitindo-nos prazer ao vermos as coisas tão arrumadinhas - ou até desarrumadas. Mas nem sempre é fácil conseguir esse efeito e portanto hoje venho partilhar convosco algumas dicas que eu considero essenciais para a fotografia perfeita.

FUNDO
Apesar da maior parte das pessoas não considerar o fundo importante, este é a tela para a nossa fotografia. Por isso, certifiquem-se que o fundo funciona com o tipo de fotografia que estão a pensar tirar. O ideal é que este fundo seja simples para dar destaque aos elementos que estão por cima. Os mais utilizados e que funcionam melhor neste tipo de fotografia são os fundos em branco (o mais comum), com padrão (atenção a este, tem que ser um padrão discreto para que não distraia dos elementos principais, como o mármore ou pequenas flores), pretos ou em madeira. Acrescentar texturas diferentes também confere algo interessante às fotografias. Seja, por exemplo, um tapete peludo, uns bordados monocromáticos ou um relevo na vossa colcha, vão dar logo outro ar à vossa fotografia.


ESCOLHE O OBJECTO DE FOCO
Seja um relógio, um livro ou o chá que tomaste esta tarde, tem que existir um elemento de destaque na fotografia, aquele que ocupa o papel principal e para o qual as atenções estarão viradas. Naturalmente que, como já referi, tem que existir um tema, mas o vosso elemento principal deve ser o centro desse tema. Por exemplo, querem mostrar um produto de beleza: uma excelente ideia seria aparecer a vossa mão a segurá-lo e alguns elementos decorativos à volta como flores ou produtos relacionados com o principal - da mesma marca ou que ajudem a aplicá-lo.

ORGANIZAÇÃO DOS OBJECTOS & TEMA
Aqui só existem duas opções: ou colocam os objectos perfeitamente alinhados, a criar uma espécie de padrão ou utilizam a técnica do desorganizado - que na realidade é intencional. Quanto ao tema, parece-me óbvio: os vossos objectos têm que ter um fio condutor. Se estão a tirar uma fotografia a roupa, não vão por lá duas cebolas a decorar. Tudo tem que fazer sentido, e portanto quando fotografam roupa, utilizem acessórios de roupa (cabides, óculos de sol, sapatos, etc) e quando fotografam comida utilizem utensílios de cozinha (pratos, tigelas, alimentos, etc).


BRINQUEM COM OS VOSSOS ACESSÓRIOS
Depois de escolherem os objectos, irão demorar algum tempo até descobrirem a forma perfeita de os dispor. Brinquem com eles, joguem com as diferentes cores que tenham, as diferentes texturas, vejam como outros fizeram e tentem por em prática algumas ideias que recolham. Ou, caso se sintam confortáveis, inventem novas formas de mostrar o vosso objecto principal. Aqui são vocês que comandam e portanto tudo vale para a vossa fotografia perfeita.

ESQUEMA DE CORES
Para conferir harmonia à nossa fotografia existe algo que é essencial: termos um esquema de cores. Para além de, quando formos editar, se tornar mais simples, um esquema de cores capta mais a atenção do vosso leitor, criando uma sensação de equilíbrio. Se, na vossa fotografia, estivesse a haver uma explosão de cores, o leitor iria distrair-se com ela e não iria perceber o objectivo da vossa fotografia. Isto não implica que tenham que eliminar a cor das vossas fotografias. Aliás, alguns apontamentos de cor ficam sempre bem em qualquer fotografia - sem exageros.


Para além de todas estas dicas, é também importante terem uma boa iluminação - preferencialmente natural -, tirarem a fotografia com o telemóvel em paralelo com os vossos objectos, editarem a fotografia para que fique mais clara e, portanto, mais agradável ao olhar, entre outras coisas, são tudo ferramentas importantes para que o vosso flatlay fique tal e qual aquilo que sempre quiseram.

Os flatlays são uma técnica de tentativa e erro. Já tirei imensos e, mesmo assim, continuam a ficar longe da perfeição - acreditem, bem longe. O truque é vermos algumas fotografias do género que queremos e tentarmos dispor os objectos da forma que nos pareça mais harmoniosa. Ah, e claro, não desistir depois da primeira falha. A primeira fotografia pode não ficar bem mas a segunda certamente ficará melhor.

Gostam deste tipo de fotografias? O que acham dos meus essenciais?

Todas as fotografias desta publicação foram retiradas do Pinterest. Se conhecerem os autores, digam-me, para lhes poder dar os devidos créditos.

SÉRIES // SKAM

Se alguma vez se perguntaram onde é que eu descubro as mais variadas séries que vejo, a resposta é muito simples: se vos sigo nalguma rede social e, por acaso, me aparecer alguma das séries que vocês vêem, é muito provável eu começar a ver também por curiosidade. SKAM foi uma das que me despertou atenção enquanto fazia scroll por uma das minhas redes sociais e que, mais uma vez sem saber daquilo que se tratava, comecei a ver sem quaisquer expectativas. 

Esta série começa por contar a história de Eva, uma rapariga que se muda para uma escola nova e que, passados alguns dias na escola, ainda não conseguiu fazer novas amizades. Apesar de ter o namorado ao seu lado, Eva sente-se bastante sozinha e, numa última tentativa de fazer novos amigos, vai a uma festa que tem como intuito celebrar o início do novo ano lectivo. Aí, conhece Vilde, Chris e Noora, que a partir dessa noite se tornarão os seus pilares enquanto ela se vê nalgumas situações um pouco complicadas.


A primeira surpresa que tive com esta série foi o facto de não ser em inglês. No primeiro episódio, esperava que começassem a falar numa língua que me fosse familiar quando não reconheci o sotaque. Demorei alguns segundos para me aperceber que esta série não era nem americana nem inglesa mas sim norueguesa. Não, não vou fingir que isto não me incomodou ligeiramente - aliás, nunca antes tinha visto uma série numa língua que me fosse desconhecida. Mas, ainda assim, não quis deixar que isto fosse um entrave e continuei a ver a série que, pouco a pouco, me conquistou a atenção.

SKAM foi, sem dúvida, uma agradável surpresa. Com uma clara inspiração na série Skins - que a maior parte de nós vimos e adorámos - esta série narra os acontecimentos sob perspectivas diferentes de acordo com as diferentes temporadas. Começa por nos trazer a perspectiva de Eva e a sua reinserção social, passando para a de Noora e o seu inicio de namoro, a de Alex, um rapaz que se debate com a sua sexualidade, e, nesta quarta temporada, a de Sana, uma rapariga muçulmana que tem dificuldades em entender a sua religião. Cada um deles tem problemas bastante distintos, trazendo sempre novidade à série e com os quais é fácil relacionarmo-nos. Temas como a religião, a homossexualidade, o debate constante com a pessoa que nós somos enquanto adolescentes, a sexualidade, a bulimia, o desejo constante de agradar o próximo e o bullying são detalhadamente explorados tornando esta série uma ode à nossa vida enquanto adolescentes.

Apesar de não ser das séries que eu recomendaria em primeiro lugar, aconselho a que vejam para traçarem a vossa própria opinião. É uma daquelas séries boas de ver quando queremos descontrair um bocadinho porque, apesar de não ser hilariante nem muito dramática, não nos obriga a pensar muito. Resumindo, para quem gosta de séries realistas, com alguns momentos dramáticos e questões controversas, esta é uma boa série para vocês.

"It is ok to be angry. It is never ok to be cruel."

Já alguma vez assistiram a esta série? Costumam ver séries que não sejam em inglês?

O FIM DA ERA DOS BLOGUES

Esta publicação pode parecer um pouco controversa, mas senti que não conseguia continuar a escrever por aqui sem que tudo isto saísse do meu peito. Desde há alguns tempos para cá que me deparo com algumas situações que me deixaram a pensar no rumo que a blogosfera estava a tomar. Tive algumas pessoas amigas a perguntarem-me porque não tenho um canal no youtube, porque, na sua opinião, isso sim é uma plataforma​ utilizada e li algumas bloggers a dizerem que elas próprias não lêem nenhum blog, porque não tem paciência.


Sou "blogger" há mais de 5 anos. Escrevo por paixão e porque gosto de ter uma voz no mundo, por muito pequena que ela seja. Mas existem momentos em que essa voz se perde. Momentos esses em que, por mais que escreva e que goste daquilo que partilho, me questiono se realmente faz sentido falar para uma plataforma que está aos poucos a morrer. Se existe alguém a ler desse lado aquilo que eu, todos os dias e com tanta dedicação, escrevo.

Estarão os blogues fora de moda? Será que as pessoas se tornaram tão preguiçosas ao ponto de só se interessarem por conteúdo que não seja necessário ler? Que a leitura estava fora de moda, já me tinha apercebido há algum tempo. Agora que seja difícil ler sobre assuntos que nos informem e potencialmente interessem é algo que eu não consigo compreender. Entendo que plataformas como o YouTube ou o Instagram sejam uma forma mais rápida e mais fácil de acompanhar aqueles que nós mais gostamos e que estas plataformas confiram algumas vantagens que os blogs não têm. São plataformas que eu admiro e que uso com bastante regularidade. Mas um blog é algo especial; um blog é muito mais do que meia dúzia de palavras juntas ao acaso. É a procura pela imagem perfeita, é o escrever e rescrever um artigo até que este faça sentido e seja claro, são horas de divulgação e partilhas e pesquisas para trazer as melhores informações. Apenas pedimos uns minutos de dedicação ao nosso canto, uns minutos de atenção para o artigo que com tanto carinho escrevemos.


Não pretendo com isto anunciar o final da minha caminhada enquanto blogger, nem nada do género. Aliás, por aqui vou continuar a escrever com muito gosto para quem me quiser ler, sobre os mais variados temas. Nem sequer pretendo deitar abaixo qualquer outro tipo de rede social porque acho que cada uma tem a sua função e são todas complementares. O que o youtube faz não substitui o que o blog faz e vice-versa. Apenas queria alertar-vos sobre algo que me preocupa bastante e que andava a guardar para mim.

Deixo-vos um simples conselho: mostrem o vosso apoio nos vossos blogues favoritos. Mostrem que ainda existem pessoas a lê-los e que se importam com o seu trabalho. Afinal de contas, se nós não nos apoiamos uns aos outros, quem nos irá apoiar?

Algum de vocês já sentiu isto? Acham que os blogues estão aos poucos a morrer?