sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
UM BICHO CHAMADO PROCRASTINAÇÃO
Tal como disse na publicação em que me dei a conhecer um bocadinho mais a vocês, sou uma campeã da procrastinação. Mas o que é isto da procrastinação? Procrastinar é adiar aquilo que temos para fazer indefinidamente em função de outra qualquer atividade que não exija grande esforço intelectual. Ou seja, é a arte de adiar qualquer tipo de compromisso para ter algum tempo "descansada".
Não é que eu queira procrastinar. Aliás, estou constantemente a fazer planos, listas, a agendar tudo ao mais infimo pormenor para deixar de ser assim. Mas existe uma voz na minha cabeça que me impede de trabalhar e me descontrai sem que eu a chame. Ainda tens tempo, diz ela regularmente. E eu acredito nesta voz. Acredito e adio as minhas tarefas um dia. E outro. E outro. Até que chega aos dias finais de entrega de projetos, de escrita de publicações ou de planificação de atividades e eu não tenho nada feito. Para este pequeno bichinho na minha cabeça, existe sempre uma desculpa sustentável para eu não estar a fazer o trabalho que devia e estar a fazer literalmente nada. Por já ter trabalhado ontem, por ter tido um dia de aulas cansativo ou por ter fotografado para o blog, tudo é óptimo para alimentar este meu bichinho e o obrigar a atacar-me.
O problema acaba por não ser o facto de eu procrastinar. Até porque, se tivesse apenas a faculdade, ou os escuteiros ou até este blog, acabaria por passar um pouco despercebida. Mas, como tenho imensas atividades simultaneamente que me exigem algum tempo e dedicação, acabo por acumular o quádruplo daquilo que acumularia naturalmente e acaba por se tornar bastante complicado conciliar tudo quando chegam as deadlines. Sim, porque não pensem que a procrastinação ataca apenas quando estamos a fazer algo que não gostamos ou que é mais aborrecido, como por exemplo estudar. Este bichinho ataca em todos os ramos da nossa vida e, mesmo em atividades que nós adoramos fazer e que nos dão gosto, acaba por nos prejudicar. Já decoro o guião ou já procuro uma escola de teatro em Coimbra foram algumas das coisas que eu já adiei fazer apesar de ser uma apaixonada por teatro, tal como já vos disse.
A verdade é que isto é algo que é muito difícil de controlar e que acaba por prejudicar imenso a minha prestação em todas as atividades a que pertenço. Apesar de acabar por conseguir fazer tudo, sinto que se não desperdiçasse tanto tempo a fazer scroll infinito pela página inicial do facebook ou a começar a ver vídeos de maquilhagem e acabar a ver vídeos sobre homens a experimentarem saltos altos, que seria muito melhor em tudo aquilo que faço - tanto no meu desempenho académico, que está longe de ser bom, até às ausências injustificadas aqui pelo blog.
Isto acaba por causar, sem que eu dê conta instantaneamente, um stress constante, um abaixo da minha auto-estima em grande parte pelos resultados do meu desempenho nas coisas - que, apesar de refletirem o esforço que fiz para as mesmas, não deixam de me deixar bastante triste por ficarem aquém das minhas expectativas - e uma sensação de culpa gigante, até porque, apesar de estar a procrastinar, ainda tenho consciência e sei que o que estou a fazer está errado. No entanto, o meu grilo da consciência acaba por ser um bocadinho mais pequeno que o meu bicho da procrastinação e torna-se indefeso quando os dois se encontram em duelo.
Se acham que isto não faz sentido e que conseguimos controlar bem o nosso bicho da procrastinação, até porque ele parece muito amigável, estão bem enganados porque não é tão fácil quanto isso. Aquilo que descrevi acabou por ser uma forma muito simples de explicar algo que de simples nada tem. Se fosse assim tão simples, já me teria livrado do meu há imenso tempo e estaria agora a ser a pessoa mais trabalhadora de sempre. Mas isto é um traço da minha personalidade e, tal como qualquer defeito que nós desenvolvemos na nossa personalidade, tem que ser tratado com calma e tempo. E, meus amigos, o meu bicho da procrastinação tem todo o tempo do mundo - eu é que não.
O que eu queria com esta publicação era fazer com que as pessoas compreendessem um pouco melhor aquilo que é ser um procrastinador nato e pedir-vos que, se conhecerem alguém que seja assim, os tentem incentivar a trabalharem mais de forma calma e consciente e a serem pessoas mais ativas.
São procrastinadores ou são bastante organizados e focados nos vossos objetivos?
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
OS BATONS MATTE DA THE BODY SHOP
A louca dos batons está de volta para mais alguns estragos e desta vez foi a The Body Shop que causou um arrombo na minha carteira. O grande entusiasmo em torno dos batons Matte Liquid Lip da The Body Shop foi a razão pela qual decidi investir neles, apesar de ser uma miss forreta no que toca a maquilhagem - e em tudo na vida, verdade seja dita. Estes são, possivelmente, o produto de beleza mais caro que possuo e, portanto, a expectativa estava elevada quanto à sua qualidade dos mesmos.
O primeiro baton que comprei desta linha foi o Windsor Rose 032, um bonito nude acastanhado que, inicialmente, me deixou de pé atrás por ser muito claro para o meu tom de pele - característica que os swatches na mão não evidenciaram, infelizmente. Mas, com o tempo, comecei a habituar-me a ele e agora, quando quero algo mais neutro e simples é a este batom que recorro. Com uma excelente pigmentação, este batom fica completamente matte mas não deixa os nossos lábios secos. De utilização confortável e com uma durabilidade bastante boa - não se mantem no sítio se comerem uma grande refeição, mas aguenta bem sem grandes retoques durante uma tarde -, este batom deixou-me fã desta linha e com vontade de comprar mais.
O segundo batom que adquiri da marca foi o Nairobi Camellia 034, um batom rosa-boca, muito discreto e usável. É ligeiramente mais pigmentado que o anterior, deixa os nossos lábios bastante confortáveis e aguenta bem durante o dia, apenas precisando de retoques depois de grandes refeições uma vez que desvanece ligeiramente no centro da nossa boca (como qualquer batom com uma fórmula semelhante). Dos três, este é o meu favorito e aquele que considero mais usável no dia-a-dia porque fica com uma cor super natural nos lábios para qualquer tom de pele mais claro e passa despercebido facilmente.
Comprei os primeiros dois batons por 7,20€ - comprei o primeiro num Outlet da marca com 20% de desconto e o segundo na Black Friday, com a mesma percentagem de desconto - mas normalmente o preço de venda é de 9€ por cada unidade.
São fãs de batons matte? Já experimentaram algum da The Body Shop?
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
LITERATURA // LICENCIEI-ME E AGORA?
Existe um receio que tenho associado automaticamente ao fim do meu percurso académico - no meu caso, ao fim do mestrado - que é o passo seguinte. O que fazer quando terminar esta caminhada de 17 longos anos de estudo. Como lidar com a transição entre os meus dias de estudante, em que estudava a toda a hora mas só tinha que satisfazer as minhas próprias exigências, e os meus dias de trabalhadora, em que existem determinados horários a cumprir e metas fixas a atingir, em que estamos sob a alçada de alguém num cargo superior ao nosso. Todo o contexto profissional me assusta muito, confesso, porque sinto que ainda tenho muito para aprender e muito a desenvolver tanto nas competências técnicas como enquanto pessoa.
Portanto, quando fui contactada pela querida Catarina Alves de Sousa, do Joan of July, para receber uma cópia do seu primeiro livro, o Licenciei-me e Agora?, soube que seria a forma ideal de acalmar um pouco este receio que tenho acerca do próximo passo na minha vida e de, também, aprender um pouco de como devo apresentar-me perante a possibilidade de emprego.
Este livro é um guia prático para aquilo que acontece após o término da licenciatura e aquilo que vamos ter que enfrentar aquando o mesmo. Muito simples mas cheio de dicas interessantes não só para aqueles que procuram emprego - por exemplo, como nos posicionarmos numa entrevista de emprego, onde procurar os melhores empregos na nossa área - mas também como quem procura experiências diferentes para além da procura de emprego - escrever para uma revista ou começar um blog são duas das muitas coisas que a Catarina sugere como hobbies. Está impecavelmente dividido em capítulos com cada tema específico - por exemplo, como criares um CV, survival job vs dream job, entre outros - para tornar a leitura e re-leitura o mais simples possível.
Intercalado com todas estas dicas preciosas, podemos acompanhar a experiência na primeira pessoa da Catarina e, também, a de alguns convidados em determinados tópicos específicos. Isto torna toda a leitura mais real e permite-nos comprovar que efetivamente aquilo que a autora recomenda funciona.
Para mim, enquanto aluna de Ciências e, consequentemente, de um curso mais científico, senti que algumas dicas eram mais direcionadas para todos os que são de Línguas ou de cursos mais artísticos. Ainda assim, acho uma leitura importante para desmistificar aquilo que é a entrada para o mundo do trabalho e para nos inspirar a arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Recomendo vivamente a todos aqueles que já saíram da licenciatura e se sentem sem paraquedas ou para aqueles, mesmo licenciados há algum tempo, procuram um novo rumo para a sua vida e um novo emprego.
O livro foi-me enviado pela autora. No entanto, todas as opiniões são pessoais e imparciais.
Já são licenciadas? Qual foi a maior dificuldade pela qual passaram quando saíram da universidade?
Já são licenciadas? Qual foi a maior dificuldade pela qual passaram quando saíram da universidade?
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